Entorses de tornozelo são mais comuns entre pessoas fisicamente ativas, especialmente bailarinos e esportistas amadores, mas o público em geral não está imune. A lesão pode resultar de uma caminhada por uma superfície irregular (especialmente ao usar saltos altos ou sapatos plataforma), pisar errado em uma calçada ou na escada, ser puxado de forma errática por um cão na coleira, mesmo brincar no quintal com crianças ou amigos.
Como prevenir a entorse do tornozelo?
Para evitar entorses, preste atenção aos sinais de alerta do seu corpo para abrandar quando sentir dor ou fadiga e mantenha-se em forma com bom equilíbrio muscular, flexibilidade e força.
A prevenção das entorses do tornozelo passa por um conjunto de medidas, como:
- Fazer aquecimento antes do exercício;
- Realizar exercícios de fortalecimento muscular antes de praticar qualquer esporte ou atividade física;
- Desacelerar ou interromper atividades quando se sentir cansado;
- Usar calçado resistente e de qualidade;
- Evitar o uso de sapatos de salto alto;
- Prestar atenção às superfícies em que caminha.
A entorse do tornozelo é uma das lesões ortopédicas mais comuns. Quem já
sofreu sabe como dói, incomoda e atrapalha o desenvolvimento das atividades do dia a
dia
As articulações são protegidas por ligamentos que impedem o movimento além da fisiologia, o que, quando ocorre, causa leve distorção quando as proteínas que compõem as fibras dos ligamentos são rompidas; moderada se houver ruptura parcial dessas fibras e grave se houver ruptura completa dos ligamentos.
O que fazer ao sofrer uma entorse?
Em caso de torção, as atividades físicas devem ser suspensas e é preciso evitar apoiar o pé no chão. Você pode aplicar gelo por cerca de 30 minutos a cada hora e aumentar o intervalo entre as compressas para 3 horas. Certifique-se de envolver o gelo em um pano para não queimar a pele. Preserve os pés elevados e consulte seu médico para que haja a avaliação da gravidade de sua lesão.
O médico pode determinar se a articulação do tornozelo precisa ser imobilizada. O tratamento cirúrgico é indicado apenas em casos muito graves e em atletas de alto nível. Em geral, apenas a suspensão das atividades e o uso de medicamentos, segundo julgamento médico, já resolvem o problema.
Para voltar às atividades físicas é preciso que seu médico autorize ou que você tenha recuperado todos os movimentos do tornozelo, para todos os lados. É importante que o tornozelo não apresente mais dor nem inchaço após os exercícios. Não force a região se a força e o equilíbrio não estiverem restabelecidos.
Se você faz parte do time que quer sair do sedentarismo e ganhar mais qualidade de vida e performance em suas atividades cotidianas, esses 5 passos podem te ajudar!
1. Avalie a sua capacidade física
Segurança em primeiro lugar! Antes de iniciar, consulte-se com um médico para saber se está tudo certo com o seu organismo.
2. Estabeleça metas realistas
Ter um objetivo quando você começa a se exercitar é motivador. O ideal é você estabelecer metas, com o auxílio de um educador físico, para curto prazo (um a três meses), médio prazo (quatro a seus meses) e longo prazo (um a dois anos).
3. Escolha uma atividade que você goste
Um dos primeiros pensamentos que vem às pessoas que querem sair do sedentarismo é "preciso ir à academia". Mas, às vezes, não é essa a atividade que mais lhe agrada. Tire um tempo para treinar diversas modalidades até encontrar aquela que você mais gosta.
4. Evite excessos
Sair do sedentarismo já é um avanço. No entanto, há quem acredite que fazer muita atividade trará ganhos de curto prazo, o que pode não ser realidade. Dê tempo ao tempo e vá no seu ritmo, sempre respeitando seu corpo!
5. Tenha rotina
Crie uma rotina com os seus exercícios, assim você terá na sua agenda um espaço dedicado para as atividades. Persista. Você terá benefícios em curto, médio e longo prazo.
A dor afeta sua vida. Isso perturba gravemente seus níveis de sono, humorismo e energia.
A dor tem benefícios adaptativos inconfundíveis, agindo como um mensageiro valioso que traz informações ao nosso cérebro sobre o que está errado com nosso corpo. Se a dor aguda pode ser interpretada como uma dor boa, que nos alerta para os perigos e nas leva a evitar eventos ou situações prejudiciais ao nosso corpo, então a dor crônica não parece ter nenhum benefício ou alerta para nos adaptar à situação ambiente. O que causa exatamente o oposto: deficiência, sofrimento e depressão. Consequentemente, não é de surpreender que haja grande interesse da comunidade científica global em entender melhor os mecanismos da dor e como podemos tratá-la no futuro.
Existem várias maneiras de rotular a dor, uma delas é determinada pela duração da manifestação física da dor. Neste caso, pode ser aguda ou crônica. Há também uma categorização baseada no mecanismo que produz a dor. Abaixo estão os três tipos mais comuns.
▪ Dor Nociceptiva : é a dor causada por uma ferida ou dano tecidual.
▪ Dor Neuropática: ao contrário da anterior, origina-se de uma lesão sofrida pelo sistema nervoso central ou periférico.
▪ Dor Nociplásica: causada pelo aumento da sensibilidade do sistema nervoso central após a lesão ou seja, a dor persiste mesmo após a cicatrização da ferida. Sendo uma dor de aspectos desproporcionais o que torna sua explicação mais complexa.
Embora alguns tipos de dor sejam mais resistentes aos medicamentos, há tratamento. É muito importante ter uma equipe médica qualificada para avaliar os casos de dor.
Importante lembrar: a dor sempre é sinal de que algo no organismo não vai bem, seja um órgão específico, ou a própria mente em sofrimento. A dor crônica deve ser encarada como doença com sérios riscos para a saúde. Por tudo isso é fundamental buscar auxílio médico.
A fibromialgia é caraterizada por dor crônica que migra para diferentes partes do corpo e é particularmente evidente em tendões e articulações. É uma patologia relacionada ao funcionamento do sistema nervoso central e ao mecanismo de supressão da dor que acomete, em 90% dos casos mulheres entre 35 e 50 anos, mas também pode ocorrer em crianças, adolescentes e idosos.
A dor da fibromialgia pode ser intensa e incapacitante, mas não causa inflamação nem deforma o corpo. No entanto, pode estar relacionado a outras doenças reumáticas. Isso pode confundir o diagnóstico.
Sintomas da fibromialgia
O que causa a fibromialgia?
Ainda não há uma causa definitiva de fibromialgia, mas temos algumas pistas sobre por que as pessoas a têm. Estudos recentes mostram que pessoas com fibromialgia têm maior sensibilidade à dor do que pessoas sem fibromialgia. Na verdade, seria como se as pessoas com fibromialgia contivessem um “termostato” ou “controle de volume” desajustado em seus cérebros, que ativa todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Assim, a medula espinhal e o encéfalo aumentam a intensidade do estímulo doloroso. A fibromialgia pode ocorrer após um evento grave na vida de uma pessoa como trauma físico ou psicológico ou uma infeção grave. Mais comumente, a condição começa com dor crônica localizada, avançando para afetar todo o corpo.
Tratamentos
Os tratamentos da fibromialgia são divididos em tratamento medicamentoso e tratamento não-medicamentoso. Enquanto o primeiro consiste em medicamentos direcionados, o segundo inclui orientações médicas, atividade física e terapias complementares: acupuntura, hidroterapia, terapia cognitivo-comportamental; exercícios; meditação; terapia multimodal.
Se você sofre com esta patologia, podemos te ajudar.
A dor crônica é aquela que persiste por mais de 3 meses ou que permanece após 1 mês da resolução de uma lesão, geralmente indica disfunção do sistema nervoso ou das fibras nervosas do membro afetado, e na maioria dos casos ocorre em associação com uma doença crônica.
Cerca de um terço da população experimentará alguma forma de dor crônica durante a vida. O número de pessoas que sofrem de dores na coluna, nas articulações, reumatismo, câncer, inflamação de órgãos internos e outros problemas que podem levar à dor crônica, está aumentando.
Como ocorre?
Dor é a sensação que surge quando há uma ameaça de dano tecidual. Sentir é necessário para manter a integridade do organismo. Quando o tecido é traumatizado, substâncias químicas são liberadas no local e é imediatamente detectado pelas terminações nervosas. Estas acionam um impulso elétrico que viaja para a parte posterior da medula espinal. Nessa área, um grupo especial de neurônios é responsável por transmitir o impulso ao córtex cerebral, a área responsável pela cognição. Lá, os impulsos serão sentidos, localizados e interpretados.
Por um lado, o organismo precisa da dor para se proteger, mas o processo não pode continuar. Por isso, o mecanismo de supressão da dor é tão importante para a sobrevivência de um organismo quanto os circuitos responsáveis por sua percepção. Se não fosse por ele, a dor da pequena ferida teria continuado durante todo o processo de cicatrização.
A dor crônica pode ser causada por distúrbios dos sistemas responsáveis pela percepção e inibição da dor. Por exemplo, a fibromialgia, um distúrbio debilitante que causa dor muscular crônica, que muitas vezes não é diagnosticada pelos médicos, agora é considerada o resultado de um distúrbio nos mecanismos de supressão da dor.
Quando os sinais de dor são gerados repetidamente, os circuitos neurais sofrem alterações eletroquímicas que os tornam hipersensíveis aos estímulos e mais resistentes aos mecanismos de supressão da dor. Isso resultou em uma "memória dolorosa".
Os fatores psicológicos podem aumentar a dor persistente. Portanto, a dor crônica pode parecer desproporcional aos processos físicos identificáveis. A dor crônica comumente pode provocar ou exacerbar problemas psicológicos (p. ex., depressão, ansiedade). A distinção entre a causa psicológica e o efeito costuma ser difícil, mas se a dor, a depressão e a ansiedade coexistem, muitas vezes exacerbam a experiência geral da dor.
Vários fatores no ambiente do paciente (por exemplo, família, amigos) podem reforçar comportamentos que perpetuam a dor crônica.
Tratamento
O tratamento para a dor crônica é individualizado, orientado de acordo com as necessidades de cada pessoa, e deve ser feito por médicos especialistas em dor.
Um dos problemas mais comuns dos pés, com aproximadamente 2 milhões de casos por ano no Brasil: Hálux Valgo ou comumente conhecido como joanete.
O joanete aparece porque houve um desalinhamento entre os ossos e articulações dos dedos dos pés e não porque uma nova estrutura óssea tenha crescido. Isso causa uma proeminência na região interna dos pés, que sofre um atrito constante com os calçados, levando à inflamação e dor local.
Causas
Genética ou Hereditariedade
Aproximadamente 60% das pessoas com joanetes têm história familiar do problema.
Sapatos apertados, salto e bico fino
Prejudicam a distribuição do peso corporal e aumentam a compressão dos dedos, aumentando o risco de aparecimento dos joanetes.
Outras enfermidades
- Doenças reumáticas preexistentes como artrite reumatoide, gota, lúpus;
- Enfermidades neurológicas como AVC, paralisia cerebral, trauma medular, etc;
- Anatomia anormal dos pés, como fragilidade de ligamentos tendões, pé chato, dedão do pé (hálux) menor do que os raios centrais (2º e 3º dedos), alteração da fórmula metatarsal.
Sintomas
- Saliência óssea parecida com um calo na base do dedão;
- Dores nas articulações, agravadas pela pressão dos sapatos;
- Rigidez do dedo;
- Inchaço, vermelhidão ou dor em torno do dedão do pé.
O diagnóstico leva em conta os sintomas e a avaliação clínica das estruturas ósseas do pé comprometidas pelo joanete. Procure um ortopedista, caso seus pés estejam doloridos ou se notar alguma alteração no seu formato e aparência.
A caminhada é a atividade física mais democrática e continua a ganhar medalhas científicas por seus efeitos na mente e no corpo. Se você não sabe por onde começar, confira esses 5 passos para iniciar e manter caminhadas regulares.
1. Avaliação médica
Fazer um check-up é essencial se você está saindo do sedentarismo. Ajuda a apurar o fôlego, a pressão, a frequência cardíaca e outros possíveis problemas.
2. Roupas adequadas
É muito importante usar roupas com tecidos leves, meias confortáveis e tênis adequados, com um bom amortecimento das passadas.
3. Aquecimento
Antes de caminhar, movimente as articulações dos quadris, joelhos e tornozelos para minimizar o impacto e o desgaste do exercício.
4. Disciplina
Para que você mantenha sua prática diária, você precisa desenvolver um hábito e estabelecer um horário fixo para praticar como compromisso.
5. Ritmo
Encontre uma velocidade que você possa manter e lembre-se de que isso não é um passeio. O objetivo é suar e estimular seu coração, pulmões e músculos para obter benefícios.
Que tal adquirir este novo hábito em sua vida? O seu “eu do futuro” irá agradecer.
Comumente conhecido como tendão de Aquiles, o tendão calcâneo é o maior e mais forte tendão do corpo humano. Ele conecta os músculos da panturrilha ao osso do calcanhar.
O tendão de Aquiles não só desempenha um papel importante na caminhada, salto e corrida, mas também em nossa postura. E, embora suporte grandes tensões, ele também pode se lesionar.
O sintoma inicial da inflamação é a dor na área afetada do tendão e, às vezes, a dor na base do calcanhar ou na fáscia plantar, que pode indicar encurtamento da estrutura. É comum que a lesão ocorra durante a atividade física, mas somente quando o corpo esfria é que a pessoa sente choques e dor ao pisar.
Em situações como a ruptura do tendão, a pessoa pode sentir um estalo e, em seguida, muita dor. Nesse caso, deve ir ao pronto-socorro o mais rápido possível para entender a gravidade e iniciar o tratamento.
Os sintomas de uma lesão no tendão calcâneo podem ser confundidos com uma entorse simples, prorrogando o tratamento e agravando o dano. Por isso, ao surgir dor nesta região, não hesite em consultar com um médico especialista.
Para compreender a importância do calcanhar, basta pensarmos que ele é uma das principais estruturas que dão suporte ao nosso corpo. Por isso, pode ocorrer de aparecerem dores nesta região. Mas, por nossos pés e pernas serem repletos de ossos, tendões, músculos e terminações nervosas, vários são os motivos para o surgimento desta dor. Compartilho com vocês algumas das principais razões.
Fascite Plantar
É um dos diagnósticos mais comuns. Ocorre quando muita pressão nos pés danifica o ligamento da fáscia plantar, causando dor e rigidez. Na maioria das vezes a dor é pior pela manhã, na primeira pisada ao levantar da cama, ou após se sentar por longos períodos.
Fratura
Uma fratura (osso quebrado), tanto na perna quanto no tornozelo, pode refletir em dor no calcanhar. Essa condição é considerada uma emergência médica. Cuidado urgente pode ser necessário.
Tendinite
Dentre as inflamações de tenções mais comuns, destaca-se a do calcâneo ou tendão de Aquiles. Ocorre quando o tendão que liga os músculos da panturrilha ao calcanhar fica dolorido ou inflamado devido a lesões por uso excessivo.
Osteocondroses
Esses distúrbios afetam diretamente o crescimento dos ossos em crianças e adolescentes. A dor se dá na região de crescimento do osso calcâneo e caracteriza uma lesão na cartilagem.
Bursite
Bursas são sacos cheios de líquido encontrados nas articulações que cercam as áreas onde tendões, pele e tecidos musculares encontram ossos. Quando a inflamação da região ocorre, dificulta o movimento do pé.
Esporão do calcâneo
É um crescimento anormal do osso, formando uma saliência óssea. Uma calcificação plantar cuja imagem radiográfica costuma aparecer como estrutura pontiaguda e está associada à tração excessiva de um tendão.
Formato do pé
A maneira de caminhar e a morfologia dos pés podem influenciar nas dores. Isso é algo que pode ocorrer desde o nascimento ou aparecer ao longo da vida, em especial por uso de calçados inadequados. São os famosos pés chatos ou planos, com curvas acentuadas e pernas com varismo.
Caso esteja com alguma dor no calcanhar ou ao caminhar, procure um ortopedista.