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Dr. Marcelo Cruz Ortopedia e Traumatologia

A dor no calcanhar é uma queixa comum que afeta pessoas de todas as idades, limitando atividades diárias e impactando significativamente a qualidade de vida. Duas das condições mais frequentes associadas a essa dor são o esporão de calcâneo e a fascite plantar. Embora frequentemente confundidas e muitas vezes coexistentes, são patologias distintas que requerem abordagens de tratamento específicas. Este artigo visa esclarecer as diferenças, causas e, principalmente, os tratamentos mais eficazes para essas condições.

O que é Fascite Plantar?

A fascite plantar é a inflamação da fáscia plantar, uma faixa espessa de tecido que se estende ao longo da parte inferior do pé, conectando o osso do calcanhar aos dedos. Sua principal função é suportar o arco do pé e absorver o impacto durante a caminhada e a corrida. A inflamação ocorre devido a microtraumas repetitivos ou tensão excessiva nessa fáscia.

Causas comuns da Fascite Plantar

O que é Esporão de Calcâneo?

O esporão de calcâneo é um crescimento ósseo em forma de bico que se forma na parte inferior do osso do calcanhar (calcâneo). Ele é uma resposta do corpo à tensão crônica e inflamação na inserção da fáscia plantar no calcanhar. É importante notar que o esporão em si nem sempre é a causa da dor; muitas pessoas têm esporões e não sentem dor. A dor geralmente está mais relacionada à fascite plantar associada.

Causas comuns do Esporão de Calcâneo

As causas são muito semelhantes às da fascite plantar, pois o esporão é frequentemente uma consequência da tensão prolongada na fáscia plantar. Fatores como sobrecarga, calçados inadequados, alterações biomecânicas do pé e obesidade contribuem para o seu desenvolvimento.

Tratamentos eficazes para Fascite Plantar e Esporão de Calcâneo

O tratamento para ambas as condições é geralmente conservador e focado no alívio da dor, redução da inflamação e correção dos fatores biomecânicos. A abordagem multidisciplinar é a mais indicada.

  1. Repouso e Gelo
    Reduzir as atividades que exacerbam a dor e aplicar gelo na área afetada pode ajudar a diminuir a inflamação e o desconforto, especialmente após períodos de atividade.
  2. Fisioterapia e Alongamentos
    Essenciais para fortalecer os músculos do pé e da panturrilha, melhorar a flexibilidade e alongar a fáscia plantar e o tendão de Aquiles. Exercícios específicos são cruciais para a recuperação a longo prazo.
  3. Calçados Adequados e Órteses
    O uso de sapatos com bom suporte de arco e amortecimento é fundamental. Palmilhas ortopédicas personalizadas ou órteses noturnas podem ser recomendadas para manter o pé em uma posição que alongue a fáscia durante o sono.
  4. Medicamentos
    Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem ser prescritos para controlar a dor e a inflamação. Em alguns casos, injeções de corticosteroides podem ser consideradas, mas com cautela devido a possíveis efeitos colaterais.
  5. Terapias Avançadas
    Quando os tratamentos conservadores iniciais não são suficientes, terapias mais avançadas podem ser indicadas:

A dor no calcanhar causada por fascite plantar ou esporão de calcâneo pode ser debilitante, mas com o diagnóstico correto e um plano de tratamento adequado, a recuperação é totalmente possível. É fundamental buscar a avaliação de um especialista em ortopedia para identificar a causa exata da dor e iniciar o tratamento mais indicado para o seu caso. Não deixe a dor limitar sua vida; cuide dos seus pés e retome suas atividades com conforto e segurança.

Você já parou para pensar que aquela dor persistente na coluna, no quadril ou nos joelhos pode ter sua origem em um lugar que você menos espera: os seus pés? Essa é a "conexão inesperada" que a biomecânica do corpo humano nos revela. Nossos pés são a base de toda a nossa estrutura, o primeiro ponto de contato com o solo, e qualquer desequilíbrio neles pode gerar um efeito cascata, afetando articulações e músculos por todo o corpo.

Alicerce do Corpo

Os pés são estruturas complexas, compostas por 26 ossos, 33 articulações e mais de 100 músculos, tendões e ligamentos. Eles funcionam como amortecedores naturais e adaptadores de terreno, distribuindo o peso do corpo e impulsionando o movimento. A forma como pisamos – nossa pisada – influencia diretamente o alinhamento de todo o esqueleto. Uma pisada inadequada, seja ela pronada (pé para dentro) ou supinada (pé para fora), pode alterar a distribuição de carga e o alinhamento dos membros inferiores.

O efeito cascata: dos pés à coluna

Quando há um desalinhamento nos pés, o corpo tenta compensar essa alteração. Essa compensação, ao longo do tempo, pode gerar sobrecarga em outras articulações:

A importância da avaliação e do tratamento integrado

Ignorar a saúde dos pés é ignorar a saúde de todo o corpo. Por isso, uma avaliação detalhada com um especialista em pé e tornozelo é fundamental. Através de exames clínicos e, se necessário, análises da pisada (baropodometria) e exames de imagem, é possível identificar a origem do problema e traçar um plano de tratamento integrado.

Opções de Tratamento que Consideram a Conexão Corpo-Pé:

  1. Palmilhas ortopédicas personalizadas: Confeccionadas sob medida, corrigem a pisada, redistribuem a pressão e promovem o alinhamento postural, aliviando dores em diversas partes do corpo.
  2. Fisioterapia especializada: Atua no fortalecimento e alongamento da musculatura dos pés, tornozelos, pernas e tronco, corrigindo desequilíbrios e melhorando a biomecânica.
  3. Tratamentos Avançados: Terapias como Ondas de Choque e Magnetoterapia podem ser utilizadas para tratar inflamações e dores específicas que surgem como consequência do desalinhamento.

Não se contente em tratar apenas o sintoma. Busque a causa raiz da sua dor. Cuidar da saúde dos seus pés é o primeiro passo para uma vida com mais equilíbrio, menos dor e uma qualidade de vida muito melhor. Seus pés são a sua fundação, e uma fundação sólida é essencial para um corpo saudável e feliz!

O Fevereiro Roxo é um mês dedicado à conscientização sobre doenças crônicas e incuráveis, e entre elas, a Fibromialgia ocupa um lugar de destaque. Caracterizada por dor generalizada e crônica, fadiga, distúrbios do sono e problemas cognitivos, a fibromialgia é uma condição complexa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. No entanto, o caminho até o diagnóstico e o tratamento eficaz muitas vezes é longo e desafiador, marcado por incompreensão e sofrimento.

O desafio do diagnóstico

A fibromialgia é uma síndrome de difícil diagnóstico, principalmente porque seus sintomas são subjetivos e podem se sobrepor a outras condições. Não existe um exame laboratorial ou de imagem específico que a confirme, o que exige do médico uma avaliação clínica detalhada e uma escuta atenta ao relato do paciente. A dor, embora real e intensa, não possui uma causa visível, o que, infelizmente, leva muitos pacientes a serem desacreditados ou a ouvirem que sua dor é "coisa da cabeça".

Essa falta de reconhecimento não apenas atrasa o início do tratamento, mas também impacta profundamente a saúde mental do indivíduo, gerando ansiedade, depressão e isolamento social. É crucial que profissionais de saúde estejam atualizados e que a sociedade compreenda a seriedade dessa condição.

A ciência e a empatia como aliadas

Apesar dos desafios, a ciência tem avançado significativamente na compreensão da fibromialgia. Hoje, sabemos que ela envolve alterações no processamento da dor pelo sistema nervoso central (sensibilização central), desregulação de neurotransmissores e fatores genéticos e ambientais. Essa compreensão tem impulsionado o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais eficazes.

O tratamento da fibromialgia é, por natureza, multidisciplinar. Ele envolve uma combinação de medicamentos (analgésicos, antidepressivos, relaxantes musculares), fisioterapia, exercícios físicos de baixo impacto (como pilates e hidroginástica), terapia cognitivo-comportamental, acupuntura e, em alguns casos, terapias complementares como a fototerapia e a magnetoterapia, que atuam na modulação da dor e na melhora da qualidade de vida.

Mas, além da ciência, a empatia é um pilar fundamental. Reconhecer a dor do paciente, validar seu sofrimento e oferecer um ambiente de acolhimento são tão importantes quanto a prescrição de um tratamento. A relação médico-paciente baseada na confiança e no respeito mútuo é um diferencial para o sucesso terapêutico.

Transformando vidas

Com o diagnóstico correto e um plano de tratamento individualizado, é possível gerenciar a fibromialgia e melhorar significativamente a qualidade de vida. Muitos pacientes conseguem reduzir a intensidade da dor, controlar a fadiga, dormir melhor e retomar suas atividades diárias, vivendo de forma mais plena e ativa.

O Fevereiro Roxo nos lembra da importância de olhar para a fibromialgia com seriedade, de buscar informações confiáveis e de oferecer apoio a quem convive com essa condição. Se você ou alguém que você conhece apresenta sintomas de fibromialgia, não hesite em procurar um especialista. A dor não precisa ser sua rotina.

A dor no calcanhar é uma queixa extremamente comum que afeta pessoas de todas as idades e estilos de vida. Muitas vezes, essa dor é atribuída ao "esporão", mas a verdade é que, na maioria dos casos, a verdadeira causa do desconforto é a fascite plantar. Embora frequentemente confundidas e até coexistentes, esporão de calcâneo e fascite plantar são condições distintas que exigem abordagens específicas. Entender a diferença é o primeiro passo para um tratamento eficaz e para retomar uma vida sem dor.

O que é Fascite Plantar?

A fascite plantar é a inflamação da fáscia plantar, uma faixa espessa de tecido conjuntivo que se estende da base do calcanhar até os dedos dos pés. Sua função principal é dar suporte ao arco do pé e absorver o impacto durante a caminhada e a corrida. Quando essa fáscia é submetida a estresse excessivo ou repetitivo, ela pode inflamar, causando dor intensa, especialmente nos primeiros passos da manhã ou após períodos de repouso.

Causas Comuns:

E o Esporão de Calcâneo?

O esporão de calcâneo é um crescimento ósseo em forma de bico que se forma na parte inferior do osso do calcanhar (calcâneo). Ele é uma resposta do corpo a uma tensão crônica na fáscia plantar ou nos músculos da panturrilha. É importante ressaltar que o esporão em si, muitas vezes, não é a causa da dor. A dor geralmente é provocada pela inflamação da fáscia plantar (fascite) que está associada à sua formação.

Mito: O esporão é a causa da dor. Verdade: A dor é geralmente da fascite plantar, e o esporão é uma consequência da tensão crônica.

Diagnóstico Preciso e Tratamentos Modernos Sem Cirurgia

O diagnóstico diferencial entre fascite plantar e esporão de calcâneo é feito por um ortopedista especialista em pé e tornozelo, através de exame clínico e, se necessário, exames de imagem como radiografia ou ultrassonografia. Uma vez confirmado o diagnóstico, o foco é no tratamento conservador, que tem altíssimas taxas de sucesso e evita a necessidade de cirurgia na grande maioria dos casos.

Opções de Tratamento Conservador:

  1. Fisioterapia: Essencial para alongamento da fáscia plantar e panturrilha, fortalecimento muscular e correção da pisada.
  2. Palmilhas Ortopédicas Personalizadas: Oferecem suporte adequado ao arco do pé, distribuindo a pressão e aliviando a tensão na fáscia.
  3. Terapia por Ondas de Choque (TOC): Um tratamento não invasivo que utiliza ondas acústicas para estimular a cicatrização e reduzir a dor, com excelentes resultados para fascite e esporão.
  4. Infiltração Guiada por Ultrassom: Permite a aplicação precisa de medicamentos anti-inflamatórios diretamente na área afetada, sob visualização em tempo real, aumentando a eficácia e a segurança.
  5. Fototerapia com Laser e LED: Utiliza a luz para reduzir a inflamação, aliviar a dor e acelerar a regeneração tecidual.
  6. Magnetoterapia: Aplica campos magnéticos para promover a recuperação celular e reduzir o processo inflamatório.
  7. Mudanças de Hábitos: Perda de peso, uso de calçados adequados e evitar atividades de alto impacto.

Quando a cirurgia é considerada?

A cirurgia para fascite plantar ou esporão de calcâneo é uma opção rara, reservada para casos muito específicos e refratários a todas as formas de tratamento conservador, após um período prolongado de tentativas. O objetivo é sempre esgotar as opções menos invasivas antes de considerar um procedimento cirúrgico.

Se você sente dor no calcanhar, não ignore os sinais. Procure um especialista em pé e tornozelo para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento individualizado. Viver sem dor é possível!

Fototerapia (ou fotobiomodulação) é o uso de luz em comprimentos de onda específicos para estimular processos biológicos de cura e regeneração no corpo.

Dois tipos principais:

  1. LASER (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation):
  1. LED (Light Emitting Diode):

Juntos: Tratamento completo de superfície até profundidade

COMO FUNCIONA?

Quando a luz (laser/LED) atinge o tecido, ela é absorvida pelas células, especialmente pelas mitocôndrias (as "usinas de energia" celulares).

O que acontece:

Aumenta produção de ATP (energia celular)
Acelera metabolismo celular (regeneração mais rápida)
Reduz inflamação (modula citocinas inflamatórias)
Melhora circulação (vasodilatação)
Estimula produção de colágeno (cicatrização)
Efeito analgésico (bloqueia sinais de dor)

Resultado: Cura mais rápida + menos dor + menos inflamação

Condições que tratamos com Fototerapia

Lesões Musculares:

Tendinites:

Articulações:

Pós-operatório:

Lesões Esportivas:

Dor Crônica:

Laser vs LED: Quando usar cada um?

LASER - Profundidade:

LED - Área e Superfície:

No consultório: Uso combinado para máximo resultado

Como é a Sessão?

  1. Avaliação (primeira vez):
  1. Aplicação:
  1. Pós-sessão:

Protocolo completo: 10-15 sessões

Vantagens da Fototerapia

✅ Não invasivo (sem cortes, sem agulhas)
✅ Indolor (zero desconforto)
✅ Sem medicação (não sobrecarrega fígado/rins)
✅ Sem efeitos colaterais
✅ Rápido (sessões curtas)
✅ Cumulativo (efeito aumenta ao longo das sessões)
✅ Baseado em evidências (milhares de estudos)

O que a Ciência diz?

Mais de 7.000 estudos publicados sobre fotobiomodulação.

Resultados comprovados:

Aprovado por:

Fototerapia com laser e LED não é "tratamento alternativo". É ciência de ponta, validada, segura e eficaz. Se você tem dor crônica, lesão esportiva ou processo inflamatório que não melhora, pergunte ao seu médico sobre fototerapia. Pode ser a peça que faltava no seu tratamento.

"Vou te dar uma infiltração." Você já deve ter ouvido isso de algum médico. E provavelmente sentiu um frio na barriga, certo?

Infiltração tem má fama. As pessoas associam com:

E se eu te disser que muito disso acontece porque a infiltração foi feita às cegas?

Hoje vou te explicar por que infiltração guiada por ultrassom é completamente diferente - e por que faz toda a diferença no seu resultado.

O QUE É INFILTRAÇÃO?

Infiltração é a aplicação de medicamentos (geralmente corticoide, ácido hialurônico ou substâncias regenerativas) diretamente dentro da articulação ou ao redor de tendões e bursas inflamadas.

Objetivo: Reduzir inflamação, aliviar dor e facilitar a recuperação.

Quando é indicada:

INFILTRAÇÃO TRADICIONAL (Às Cegas) vs GUIADA POR ULTRASSOM

 INFILTRAÇÃO TRADICIONAL

Como é feita: O médico usa pontos anatômicos de referência (palpação) para "estimar" onde está a estrutura que precisa ser infiltrada.

Problema:

 INFILTRAÇÃO GUIADA POR ULTRASSOM

Como é feita: O médico usa ultrassom em tempo real para VER:

Vantagens:

POR QUE A PRECISÃO IMPORTA?

Imagine que você precisa infiltrar o ombro por causa de uma bursite.

Sem ultrassom:

Com ultrassom:

A diferença não é pequena. É enorme.

Infiltração guiada por ultrassom não é sobre "ter tecnologia bonita no consultório".

É sobre:

Se você precisa de uma infiltração, exija que seja guiada por ultrassom. A diferença entre acertar e errar o alvo pode ser a diferença entre alívio e frustração.

O diagnóstico de "esporão de calcâneo" frequentemente gera medo e desinformação. O esporão, uma calcificação óssea visível no raio-X, tornou-se o "bode expiatório" para a dor no calcanhar. No entanto, culpar o esporão impede o tratamento correto.

Neste artigo, vamos desmistificar 7 crenças comuns sobre o esporão de calcâneo e mostrar o que realmente causa sua dor e como tratá-la de forma eficaz.

Mito #1: "Esporão sempre causa dor"
Verdade: Cerca de 30% da população tem esporão e não sente dor. O esporão é uma resposta do corpo à tração crônica da fáscia plantar. O que realmente causa a dor, na maioria dos casos, é a fascíte plantar (inflamação da fáscia), e não o esporão em si. O tamanho do esporão não se correlaciona com a intensidade da dor.

Mito #2: "Preciso tirar o esporão para melhorar"
Verdade: 95% dos casos melhoram com tratamento conservador, sem cirurgia. A cirurgia de remoção do esporão é desnecessária se ele não é a causa principal da dor. O foco deve ser no tratamento da fascíte plantar e na correção da sobrecarga e alterações biomecânicas. A cirurgia é um último recurso, após 6-12 meses de tratamento conservador bem feito.

Mito #3: "O raio-x define meu tratamento"
Verdade: O raio-X apenas mostra a calcificação. O tratamento deve ser definido pela história clínica, exame físico e ultrassom (que mostra a inflamação da fáscia). Trate o paciente, não a imagem.

Mito #4: "Esporão é causado por falta de cálcio"
Verdade: O esporão é um excesso localizado de deposição de cálcio como resposta à tração mecânica crônica da fáscia plantar. Não tem relação com a falta de cálcio no organismo. Fatores como sobrepeso, atividades de impacto, calçados inadequados e encurtamento muscular são as causas reais.

Mito #5: "Esporão volta depois de tirado" (mais ou menos)
Verdade: O esporão não "cresce de novo", mas se a causa que o formou (sobrecarga, pé plano, fraqueza) não for corrigida, um novo esporão pode se formar. O tratamento conservador (fisioterapia, correção biomecânica) é superior porque trata a inflamação E corrige a causa, prevenindo a recidiva.

Mito #6: "Palmilha de farmácia resolve"
Verdade: Palmilhas genéricas de silicone oferecem apenas alívio temporário. O que funciona é a palmilha sob medida, feita após avaliação da pisada (baropodometria) e análise da marcha, pois ela redistribui a carga e oferece suporte adequado para o seu pé específico.

Mito #7: "Repouso absoluto é o melhor tratamento"
Verdade: O repouso absoluto piora a fascíte plantar, pois enfraquece os músculos e torna a fáscia mais rígida. O ideal é o repouso relativo, com redução de atividades de alto impacto e manutenção de movimento controlado (alongamento e fortalecimento gradual).

Então, o que realmente funciona?

O tratamento eficaz foca na fascíte plantar e na correção da causa da sobrecarga.
Diagnóstico correto | Identificar a causa real (fascíte, alteração biomecânica, fraqueza).
Ondas de choque | Estimular a regeneração da fáscia. Alta taxa de sucesso (80-90%).
Fisioterapia direcionada | Alongamento, fortalecimento de pé/tornozelo e correção de marcha.
Palmilhas personalizadas | Redistribuir a carga e corrigir a pisada.
Mudanças de hábitos | Uso de calçados adequados, perda de peso e gelo regular.
Infiltração/cirurgia | Últimos recursos, para casos selecionados e resistentes ao tratamento conservador.

A verdade que ninguém te conta: O maior problema do diagnóstico de "esporão" é que ele te dá um alvo fácil. O tratamento de sucesso exige uma avaliação completa para tratar a raiz do problema, que quase sempre é a sobrecarga e a inflamação da fáscia plantar.

Não sofra à toa! Se você tem dor no calcanhar, procure um especialista para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento que vá além do esporão.

Quando pensamos em tornozelo torcido, logo imaginamos um acidente simples, algo que melhora com alguns dias de descanso. Mas nem sempre é assim. Para muitas pessoas, esse tipo de lesão se repete e se transforma em algo mais complexo: a instabilidade crônica do tornozelo.

Apesar de silenciosa, essa condição pode gerar consequências que ultrapassam a região do pé, afetando a mobilidade, a postura e até a qualidade de vida.

O que é instabilidade do tornozelo?

A instabilidade do tornozelo acontece quando os ligamentos responsáveis por dar sustentação à articulação se tornam frágeis ou frouxos. Isso geralmente ocorre após entorses mal curadas ou repetitivas. O resultado é a sensação de que o tornozelo “falha” ou “falseia” ao andar, correr ou praticar esportes.

Por que a instabilidade do tornozelo é silenciosa?

O grande problema é que, no início, a instabilidade pode não causar dor constante. Muitas pessoas ignoram os episódios de torção, acreditando que são apenas acidentes isolados. Porém, cada nova torção agrava o enfraquecimento dos ligamentos, aumentando o risco de lesões mais graves.

Consequências que vão além do tornozelo

O tornozelo é a base do corpo. Se ele não está estável, toda a estrutura acima dele sofre um efeito dominó:

Como identificar e prevenir a instabilidade do tornozelo

Alguns sinais de alerta para procurar avaliação médica:

O tratamento pode envolver fortalecimento muscular, fisioterapia, uso de órteses, reeducação da marcha e, em casos mais graves, cirurgia para reconstrução ligamentar.

A instabilidade do tornozelo é um problema comum, mas que muitas vezes passa despercebido até se tornar incapacitante. Cuidar dela não é apenas prevenir novas torções, mas proteger toda a sua estrutura corporal contra dores e limitações futuras.

Não ignore os sinais. Seu corpo fala, e seus pés são os primeiros a gritar.

Eles te carregam o dia inteiro. Enfrentam sapatos apertados, pisos irregulares, maratonas de trabalho. Mas quantas vezes você realmente parou para observar seus pés?

O que pouca gente sabe é que nossos pés podem ser os primeiros a dar sinais de que algo não vai bem com o corpo, mesmo antes da dor aparecer. E ignorar esses sinais pode significar deixar pequenos problemas virarem dores crônicas lá na frente.

A forma do pé influencia tudo

Você tem pé chato? Pé cavo? Anda "virando o pé"?
A forma do seu pé afeta o jeito que você pisa, o equilíbrio do corpo, a postura… e, claro, pode impactar joelhos, quadris e até a coluna.
Muita dor nas costas, por exemplo, pode começar nos pés.
Uma avaliação ortopédica pode identificar desvios sutis que você nunca percebeu — e que causam impactos reais no seu dia a dia.

Calos e rachaduras não são só estética

Apareceu um calo que sempre volta? Ou rachaduras doloridas no calcanhar?
Esses “detalhes” podem estar te dizendo que:

Dor ao acordar ou ao final do dia? Fique atento

Sentir um incômodo leve ao pisar de manhã ou uma queimação nos pés ao fim do dia não é normal.
É comum, mas não normal.

Esses sintomas podem indicar:

O sapato virou um inimigo?

Se você tem dificuldade pra encontrar um calçado confortável ou sente que “nenhum tênis serve bem”, pode estar vivendo uma mudança estrutural no formato do pé, muitas vezes relacionada à idade, sobrepeso ou uso de calçados inadequados por muito tempo.
E sim, isso tem tratamento.

Um passo à frente na sua saúde

Seja qual for o seu caso, o mais importante é lembrar:

No consultório, uma simples avaliação pode:

Seu corpo fala. E muitas vezes, começa pelos pés.
Vamos ouvir o que eles estão dizendo?

Se tem uma parte do corpo que a gente esquece com facilidade, são os pés.
Eles aguentam nosso peso, nosso ritmo, nossa pressa, nossa rotina — e só recebem atenção quando algo começa a doer.

Mas aqui vai uma pergunta que pode mudar sua forma de olhar pra eles:
Você cuida dos seus pés como cuida do seu celular? Ou eles só entram na sua lista de prioridades quando travam, “descarregam” ou dão sinais de falha?

Por que seus pés merecem atenção diária?

Seus pés são a base do seu corpo.
Tudo começa por eles: o jeito que você pisa, se movimenta, se equilibra e até a postura que você adota.
Quando algo está errado ali embaixo, o impacto sobe: joelhos, quadris, coluna e até dores de cabeça podem ter origem no pé.

E mesmo assim, eles seguem ignorados.

Sinais de que seu pé está pedindo ajuda

O que fazer?

O primeiro passo é simples: avaliar.
Um olhar técnico sobre seus pés pode revelar alterações que, se tratadas a tempo, evitam dores crônicas, cirurgias e limitações futuras.
No consultório, trabalhamos com:
✔️ Avaliação detalhada da pisada
✔️ Diagnóstico preciso
✔️ Tecnologias como palmilhas sob medida, tratamentos não invasivos e programas personalizados (como o Caminhar Sem Dor ou o ZeroDor)

Um cuidado que muda sua rotina

Cuidar dos pés não é frescura. É um ato de respeito com seu próprio corpo.
Pense só: se um calo atrapalha seu dia… imagine o que um problema mais sério pode fazer se for ignorado por meses?
Seus pés te carregam a vida toda. Recompense esse esforço com atenção, prevenção e, se necessário, tratamento.

Dr. Marcelo Cruz é Ortopedista e traumatologista.
Membro ABTPé e SBOP.
CRM 90427
RQE 125635
TEOT- 7816
Agendamento pelo convênio Hapvida:
Agendamento para consultas particulares e teleconsulta:
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